Pb.Diógenes Falcão &

Missionária Izabel Falcão

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Eu, de muita boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas. II Cor 12:15.
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                                                             Testemunho de Cura

26 de Janeiro de 2008, esse foi o dia que o Senhor me deu a verdadeira cura, pois muitas foram às experiências com Deus ao longo de minha vida.

Nasci em uma família simples e muito desestruturada, sem nenhuma base de apoio e muitas brigas, falta de respeito e desentendimentos eram os pilares que formavam a nossa estrutura familiar. Não bastando, cresci em meio ao espiritismo “candomblé” e ao catolicismo, pois minha mãe se apegava com todos os caminhos para aliviar a sua dor, mas infelizmente ela não procurou o único caminho que poderia proporcioná-la a verdadeira paz e por conseqüência a nós também.

Cresci vendo, participando e sentido todos aqueles sofrimentos junto com minha mãe e irmãos, por várias vezes desejei não ter nascido e acreditava que o único fim para tudo aquilo era a morte. Em minha infância e adolescência psicossomatizei todas as minhas dores e sofrimentos, desenvolvendo doenças das mais variadas possíveis, tais como: Meningite, Hepatite, Febre Reumática, Gastrite, etc. Casei muito cedo e tive dois filhos, em 1993 aos 24 anos me submeti a uma cirurgia de histerectomia devido a um C.A, fiz o tratamento e graças a Deus tudo ocorreu muito bem. Em 1996 sofri com a perda de um dos meus irmãos, mais velho que eu um ano, ele cometeu suicídio e um mês antes desse trágico episódio eu me submeti a um tratamento de mama, onde realizei uma Quadrantectomia inferior interna da mama esquerda devido a um pequeno tumor e durante anos (longos 12 anos) “lutei” contra essa e outras enfermidades que apareciam, dentre essas, um acidente que me deixou um saldo de placas e parafusos de titânio em minha coluna cervical (C5 e C6) e alguns meses de cadeira de rodas. Mas Deus é tremendo! Ele nunca me deixou desistir de lutar pela vida e todas às vezes que eu perguntava para ele: “Tudo novamente? Meu Deus, por quê?!” e com muita paciência Ele me respondia: “De novo minha filha, desistindo da vida novamente?” E eu sentia vergonha de minha mediocridade e clamava por um milagre, o da minha CURA, mas o da cura total, do espírito, das feridas e de tudo que me causava dor, sofrimento e consequentemente ENFERMIDADES.

Durante todas as lutas que travei pela minha morte e com as respostas de vitórias pela vida dadas pelo Pai, Ele sempre me dizia que aquele não seria o meu milagre, pois o melhor dele ainda estava por vir na minha vida.

No mês de outubro do ano de 2007, eu estava muito atribulada e fui levada por algumas amigas, meu esposo e minha filha a um culto de oração na Igreja Assembléia de Deus em Satélite na cidade de Natal e foi ali que o Senhor falou tremendamente ao meu coração através da pregação da Irmã Izabel Falcão. Naquela noite, Ele me revelou que grande era o mistério e que eu teria uma porção dele para receber através da Irmã Izabel. Após aquele dia, acompanhei outras pregações da mesma e o Senhor sempre falava comigo e dizia-me em alto e bom som: Prepara-te!

Crendo eu que estava preparada, triste engano, meu Deus, que noite aquela! Foi à noite mais esperada de minha vida, pois eu tinha necessidade de VIDA, mas vida em abundância como diz a palavra, eu tinha sede do melhor dele conforme Ele havia me prometido! E foi na maravilhosa noite de 26 de janeiro do ano de 2008 que eu vivenciei algo inexplicável, eu não tenho palavras para descrever tudo aquilo. Eu vi e senti o Senhor ir a mais profunda imersão do meu ser, Ele arrancou a raiz de todos os tumores da minha vida, eu senti desenterrar tudo o que eu havia jogado areia em cima, na esperança de não trazer mais a lembrança ou a minha realidade e que mesmo assim esses “tumores” insistiam em se fazer presente novamente e novamente... Como doeu e doeu muito, eram dores grandes e pela primeira vez achei que eu iria morrer de verdade, até acho que foi isso que aconteceu, pois quando retornei a consciência (eu havia desmaiado) eu tinha experienciado a coisa mais ímpar que um ser humano possa viver. Fui levada ao hospital devido as minhas dores e desmaio e um dos médicos que me atendeu falou que eu podia ir para casa, pois se eu estava enferma agora estava curada. Procurei um cardiologista posteriormente, pois foi uma das recomendações de um dos médicos na emergência e tive mais uma certeza do milagre, o sopro da válvula mitral que eu tinha, agora já não tinha mais, foi o que constatou o exame que fiz como também realizei uma ultra-sonografia das mamas, a titulo de manutenção e acompanhamento, e a médica perguntou-me se eu havia realizado uma cirurgia recentemente, pois havia uma pequena marquinha (cicatriz) e não foi detectada a presença de nenhum cisto ou nódulo, coisa bastante rara em meus exames.

O SENHOR PROFÉTICO
Alguns dias depois dos momentos vividos (o processo da CURA) eu tive um sonho – Eu havia acabado de chegar a um lugar do tipo fazenda onde a casa principal era muito grande com vários andares, a parede principal da casa, da frente, era de vidro, porém a porta principal era estreita (Mt 7:14) e para chegar a essa porta era necessário subir uns degraus. Quando eu passei pela porta estreita entrei em um alpendre, subi mais alguns degraus logo estava em uma sala muito grande, mais adiante tinha um grupo conversando e meu irmão (um dos mais velhos – costumamos chamá-lo de Nino) veio até a mim e me levou para junto do grupo, pois o Pai estava falando dos quartos que Ele havia separado para cada pessoa. O Pai logo falou que Ele havia separado um quarto para mim ao lado do dele, o do meu irmão (Nino) ficava no andar de baixo ao lado da sala principal, só que não no mesmo piso da sala, tínhamos que subir uns poucos degraus, e o Pai falou que aquele quarto estava separado para o Nino e o Fernando (esse ultimo foi o que cometeu suicídio), mas o Fernando não aceitou morar lá, ele preferiu morar em um quarto fora da casa principal, coisa que eu questionei ao Nino a razão que levou Fernando fazer essa escolha e Nino respondeu que Nando havia achado o quarto pequeno para os dois, por curiosidade pedi para ver o quarto mais de perto. Logo após a porta de entrada, vi que tinha um grande guarda roupas ao lado esquerdo da porta e a cama estava com a cabeceira colada no guarda roupas, e os pés da cama ficavam bem próximos da porta, não me dando por satisfeita, estiquei o corpo, pois não me era permitido entrar no quarto, para ver melhor o que tinha dentro além da cama e do guarda roupa, percebi que por traz do guarda roupa tinha uma casa muito espaçosa e com tudo que é necessário dentro de uma casa. Falei que não concordava com Nando, pois na minha visão aquilo não era um quarto, mas uma grande casa, o Nino logo concordou e falou que na casa do Pai cada quarto é uma morada (Jo. 14:1-3), e me convidou a conhecer outras partes da casa do Pai.

Ao sairmos da sala principal passamos por uma grande varanda, bem parecida com as de fazendas, vi um grande elefante composto de frutas e legumes e eu fiquei encantada com as riquezas de detalhes do elefante e meu irmão falou que na casa do Pai comemos o que colhemos e colhemos o que plantamos (Gl. 6:7). Eu sentia um aroma delicioso de comida sendo feita, minha mãe avisava que o jantar estava sendo servido, eu estranhei, pois era claro feito dia, com isso perguntei ao Nino se o jantar seria servido antes da hora mesmo e ele me respondeu que na casa do Pai sempre era dia e não havia escuridão naquele lugar (Ap. 22:5). Direcionamos-nos a grande mesa, senti um forte cheiro de camarões cozidos e logo parei, olhei para Nino e disse que eu não poderia jantar e lembrei a ele a minha forte alergia a crustáceos, o meu irmão carinhosamente disse-me que na casa do Pai não havia enfermidades e que eu estava CURADA, desse-me ainda que lá não havia sofrimento e nem rancor e que todos os traumas foram tratados e todo perdão liberado (Ap. 21:4), alegremente sentamos e comemos na presença do Pai (Ap. 3:20).

Pedi para ver meu irmão Nando, Nino concordou e saímos ao caminho do quarto de Fernando, passamos por um corredor largo com vitrines e minha mãe estava com uma tia minha olhando as jóias através das paredes de vidro, cheguei perto delas e fiquei encantada com as lindas jóias, logo percebi que entre as jóias estava um anel que durante muito tempo eu desejei tê-lo. Pedi a minha mãe para comprá-lo para mim e a mesma falou que aquelas jóias não estavam à venda e bastava eu pedir ao Pai o anel e Ele me dará, pois Ele tem separado uma jóia para cada filho dele (Hb. 11:6 e Ap. 22:12). Quando eu olhei para o anel novamente percebi que havia uma etiqueta com meu nome perto do anel, fiquei surpresa e comentei da rapidez por ter conseguido o presente sem nem mesmo ter pedido e minha mãe falou que o Pai sabia dos nossos desejos (Sl. 139: 4,23), o problema era que muitas vezes nós não sabíamos pedir ao Pai e ainda reclamávamos por não sermos atendidos (Tg. 4:3).

Saí com meu irmão para ver o Fernando, saímos da casa grande e descemos alguns degraus, caminhamos em uma estrada cheias de pedras, raízes, buracos e descíamos uma ladeira com bastante arvores, andamos bastante e cada vez mais que andávamos ia ficando escuro (Pv. 4:19), consegui avistar de longe o quarto escuro do Fernando e ele estava deitado lá dentro junto com outras pessoas. Eu questionei ao Nino sobre a escuridão do quarto e logo disse que achava que era bom para o Nando, pois só assim ele podia dormir tranqüilo, Nino respondeu que não era bom, pois por ser escuro o Nando não saia do quarto por pensar que é sempre noite e fica dormindo o tempo todo. Decidi que iria entrar para acordá-lo e abraça-lo já que eu estava com muitas saudades dele, Nino disse que ele não passaria de onde ele parou, pois para entrar no quarto de Nando teríamos que entrar pelo largo portão e sempre aberto (Mt 7:14), na entrada do portão tinha um casal, eu pedi licença para entrar, eles me responderam que não era necessário pedir permissão para entrar, para isso era só querer. Quando estava entrando, o meu telefone tocou, era minha cunhada que sentiu vontade de ligar para mim, era mais ou menos 05h30min da manhã e ela nunca havia ligado para mim tão cedo. Fiquei com muita raiva por isso, pois desejava ver meu irmão, falar com ele, beijá-lo, abraça-lo, em fim, fechei os olhos e pedi a Deus para voltar a sonhar e foi o que aconteceu! Voltei ao ponto que eu havia parado, quando estava quase entrando um homem segura meu braço e me falou que se eu escolher entrar por aquele portão não mais poderia sair (Pv. 14:12), que eu não poderia freqüentar as duas casas ao mesmo tempo (Mt. 6:24) e logo acordei, dei um pulo da cama, dei glória a Deus por ter escolhido não entrar pelo largo portão.

I Sm 7:12c “Até aqui nos ajudou o Senhor”.

Edite Guimarães
Psicóloga
Membro da Igreja presbiteriana marina praia sul Natal-RN